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Terminais para
CABOS DE AÇO

Nessa seção aprenderemos sobre os tipos mais comuns usados ​​em terminais para cabos de aço.

— Parte 1: Sapatilho;

— Parte 2: Soquete tipo cunha;

— Parte 3: Olhal com presilha;

— Parte 4: Grampo leve e pesado;

— Parte 5: Soquete.

Sapatilho

Sapatilho é um acessório de cabo de aço em forma de gota, com seção em meia cana, utilizado para proteção do olhar do cabo de aço e deve ser operado conforme ABNT NBR 11900-1 e NBR 13541-2

De acordo com a NBR 11900-1, é fundamental que os sapatilhos sejam identificados de forma clara e visível em seu corpo. Essa identificação não apenas assegura a conformidade com os padrões de qualidade e segurança, mas também facilita a rastreabilidade durante o uso e a manutenção dos equipamentos.

O primeiro item a ser marcado é o símbolo ou a marca do fabricante. Essa informação é essencial, pois permite identificar o responsável pela fabricação do sapatilho, garantindo que o usuário saiba de onde o produto se origina. A marca do fabricante é um indicador da qualidade e da confiabilidade do produto, e sua presença é crucial para a responsabilidade em caso de falhas ou defeitos.

Em seguida, o diâmetro nominal (DN) deve ser claramente indicado no sapatilho. O diâmetro nominal é uma medida que especifica o tamanho do sapatilho, sendo vital para assegurar que ele seja compatível com o sistema ao qual será conectado. Essa informação ajuda a prevenir problemas de encaixe e vazamentos, que podem ocorrer se houver uma incompatibilidade nas dimensões. Por último, o código de rastreabilidade do lote é uma informação importante que deve estar presente no sapatilho. Este código permite que o lote de fabricação seja rastreado ao longo de sua vida útil, facilitando a identificação de produtos em caso de recall ou de inspeções de qualidade. A rastreabilidade é essencial para a gestão de segurança e para a análise de possíveis falhas no produto, permitindo que medidas corretivas sejam tomadas de forma eficaz.

Essas marcações são obrigatórias e devem ser realizadas de acordo com as especificações da norma, assegurando que todos os sapatilhos atendam aos requisitos de segurança e qualidade estabelecidos.

Critérios de descarte

A NBR 13541-2 estabelece critérios claros para o descarte de lingas que apresentem determinados defeitos, a fim de garantir a segurança e a eficácia no uso desses componentes. Os defeitos que justificam o descarte são os seguintes:

1) Sapatilho mordendo o cabo: Esse defeito ocorre quando o sapatilho exerce pressão excessiva sobre o cabo, causando danos à sua estrutura. A mordida pode comprometer a integridade do cabo, levando a um risco significativo de falhas durante a operação. Quando essa condição é identificada, a linga deve ser descartada imediatamente para evitar potenciais acidentes.

2) Diâmetro interno do sapatilho reduzido em mais de 15%: A redução do diâmetro interno do sapatilho pode afetar o desempenho da linga, tornando-a inadequada para suportar as cargas para as quais foi projetada. Na ausência da dimensão original, deve-se considerar o diâmetro mínimo especificado como C, de acordo com a ABNT NBR 11900-1:2013, Tabela 1, e qualquer redução que exceda 15% também requer o descarte da linga.

3) Desgaste superior a 10% em algum ponto da coroa do sapatilho: O desgaste excessivo na coroa do sapatilho é um sinal de que a linga está se aproximando do fim de sua vida útil. Um desgaste superior a 10% compromete a capacidade de carga do sapatilho e pode levar a falhas durante a operação. Portanto, lingas com esse grau de desgaste devem ser descartadas para garantir a segurança.

4) Trincas detectáveis por inspeção visual: A presença de trincas em qualquer parte do sapatilho é um indicador crítico de que a linga não é mais segura para uso. Trincas podem se propagar sob tensão, resultando em falhas súbitas e perigosas. Assim, qualquer linga que apresente trincas visíveis deve ser descartada imediatamente.

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Soquete cunha

A NBR 11900-2 apresenta os requisitos mínimos de tipo soquete cunha para cabos de aço de uso geral

Instalação

O soquete cunha é um dispositivo utilizado para conectar cabos em sistemas de içamento e movimentação de carga. Ele funciona por meio de uma cunha que é inserida na extremidade do cabo, presa em um soquete cônico. Essa configuração é projetada para garantir uma fixação segura e eficiente do cabo.

À medida que a carga aplicada ao cabo aumenta, a cunha é puxada progressivamente para dentro do soquete. Esse movimento gera uma força de fixação normal que atua sobre o cabo, aumentando a segurança da conexão. A força de fixação proporcionada pelo soquete cunha é crucial para prevenir a movimentação indesejada do cabo e minimizar o risco de falhas durante a operação.

A principal vantagem do soquete cunha é sua capacidade de manter uma conexão forte e estável, mesmo sob tensões elevadas. Isso o torna ideal para aplicações onde a segurança e a integridade da ligação são essenciais, como em operações de içamento de cargas pesadas. A utilização correta do soquete cunha garante não apenas a eficiência do sistema de içamento, mas também a segurança dos trabalhadores e a proteção dos equipamentos.

De acordo com a NBR 11900-2, é fundamental que os soquetes cunha sejam devidamente marcados durante a fabricação. Essas marcações devem ser feitas de forma visível e relevante, garantindo que as informações necessárias sejam facilmente acessíveis. As seguintes informações mínimas devem estar presentes nas marcações do soquete cunha:

a) Símbolo ou marca do fabricante: Essa identificação é essencial para reconhecer o responsável pela produção do soquete. A marca do fabricante também serve como um indicativo da qualidade e confiabilidade do produto, permitindo que os usuários verifiquem a reputação do fabricante e, se necessário, rastrei a origem do soquete em caso de problemas.

b) Faixa do tamanho nominal: Essa informação especifica o tamanho do soquete cunha, garantindo que ele seja compatível com o cabo e o sistema ao qual será conectado. A faixa do tamanho nominal é crucial para evitar incompatibilidades que possam comprometer a segurança e a eficácia da ligação.

c) Código de rastreabilidade do lote: O código de rastreabilidade é uma marcação importante que permite rastrear o lote de fabricação do soquete. Essa informação é vital para a gestão de qualidade e segurança, pois possibilita a identificação rápida de produtos em caso de recall ou análise de falhas. A rastreabilidade é um elemento-chave na manutenção da segurança e conformidade com os padrões exigidos.

Essas marcações são obrigatórias e garantem que os soquetes cunha atendam aos requisitos de segurança e qualidade estabelecidos pela norma, proporcionando confiança na utilização desses dispositivos em operações de içamento e movimentação de carga.
O cabo deve ser montado de forma que a parte vertical, que é a seção tensionada, fique alinhada com o corpo do soquete e seu ponto de fixação, que é o olhal. Essa configuração é crucial, pois uma montagem inadequada pode levar a falhas prematuras do cabo de aço, resultando em riscos para a segurança e na eficiência operacional.

É importante ter atenção especial para garantir que nenhuma parte deformada ou danificada do cabo esteja presente na área de contato entre a cunha e o corpo do soquete. A presença de danos nessa área crítica pode comprometer a integridade da conexão e aumentar o risco de falhas durante a utilização do cabo.

Além disso, deve-se aplicar um pré-tensionamento na parte viva do cabo para garantir a correta acomodação da cunha e do cabo. A carga aplicada durante esse processo deve ser equivalente a 10% da carga mínima de ruptura do cabo. Essa tensão inicial é essencial para assegurar que a cunha se assente adequadamente, proporcionando uma fixação segura e estável.

Recomenda-se que a cunha esteja devidamente assentada e ajustada antes que o conjunto seja colocado em serviço. Essa prática ajuda a evitar problemas operacionais e contribui para a segurança geral do sistema de içamento, assegurando que todas as conexões estejam firmes e prontas para suportar as cargas exigidas durante o uso.

Inspeção

Deve-se dar especial atenção a vários aspectos críticos na inspeção e manutenção do soquete cunha e sua conexão com o cabo de aço. Os principais pontos a serem considerados incluem:

a) Danos no cabo de aço na parte exposta próxima ao corpo do soquete, conforme as diretrizes da ABNT NBR ISO 4309. É essencial verificar se há desgastes, cortes ou deformações que possam comprometer a integridade do cabo na área de contato com o soquete.

b) Estado do corpo do soquete, que deve ser cuidadosamente examinado em busca de trincas ou acomodação incorreta da cunha. É recomendável que as alças do soquete sejam inspecionadas para identificar possíveis deformações, trincas ou outros defeitos que possam afetar a funcionalidade e a segurança do sistema.

c) Segurança e firmeza da montagem da cunha são fundamentais. A cunha deve estar bem posicionada e fixada de maneira que não haja risco de movimentação ou falha durante o uso. Uma montagem insegura pode levar a falhas catastróficas.

d) Condição do pino, rosca e contrapino. Todos esses componentes devem estar corretamente posicionados e travados. É vital garantir que esses elementos funcionem em conjunto para proporcionar uma conexão segura entre o cabo e o soquete.

Recomenda-se que o corpo do soquete, a cunha e a parte do cabo dentro da conexão sejam examinados toda vez que o conjunto for desmontado. Essa prática de inspeção regular é essencial para identificar danos ou desgastes que possam comprometer a segurança. Caso a cunha, o corpo ou o pino apresentem qualquer sinal de dano, o soquete tipo cunha deve ser substituído imediatamente para garantir a integridade do sistema e a segurança das operações.

Laços

A NBR 11900-3 estabeleçe os requisitos mínimos para olhais com presilhas fabricados em aço ou alumínio, para terminais para cabos de aço para uso geral.

Tipos de olhal:

1- Olhal trançado flamengo com presilha de aço

2- Olhal trançado flamengo com presilha de aluminio

3- Olhal trançado manualmente

4- Olhal dobrado com presilha de aluminio

Olhal trançado flamengo com presilha de aço (tipo 1)

Os olhais do tipo 1 podem ser fabricados com ou sem sapatilho, proporcionando flexibilidade em sua aplicação. Ao projetar ou instalar esses olhais, é crucial observar a distância mínima entre as presilhas, que deve ser de pelo menos 20 vezes o diâmetro do cabo. Essa medida é importante para garantir a segurança e a eficácia da conexão, evitando pontos de pressão que possam comprometer a integridade do cabo.

Além disso, os olhais do tipo 1 não podem ser utilizados em temperaturas superiores a 80 °C para cabos com alma de fibra e 100 °C para cabos com alma de aço. O respeito a esses limites de temperatura é fundamental, pois exposições a temperaturas excessivas podem deteriorar os materiais, afetando suas propriedades mecânicas e levando a falhas durante a operação. Portanto, ao utilizar olhais do tipo 1, é essencial considerar tanto a distância mínima entre presilhas quanto os limites de temperatura para garantir a segurança e a durabilidade do sistema de içamento.

Olhal trançado flamengo com presilha de aluminio (tipo 2)

Os olhais do tipo 2, assim como os olhais do tipo 1, podem ser confeccionados com ou sem sapatilho, oferecendo versatilidade em suas aplicações. É importante garantir que a distância mínima entre as presilhas seja de pelo menos 20 vezes o diâmetro do cabo. Essa especificação é crucial para manter a segurança e a eficácia da conexão, evitando que ocorram pontos de pressão que possam comprometer a integridade do cabo.

Além disso, os olhais do tipo 2 não devem ser utilizados em temperaturas superiores a 80 °C para cabos com alma de fibra e 100 °C para cabos com alma de aço. A observância desses limites de temperatura é essencial, pois temperaturas excessivas podem prejudicar as propriedades mecânicas dos materiais, aumentando o risco de falhas.

Conforme estabelecido nas normas NBR 11900-3 e 16541-2, esses laços não podem ser utilizados em contato com águas salgadas e superfícies abrasivas. A exposição a esses ambientes pode acelerar a corrosão e o desgaste dos materiais, reduzindo a vida útil dos olhais e comprometendo a segurança das operações. Portanto, é fundamental considerar tanto a distância mínima entre as presilhas quanto os limites de temperatura e as condições ambientais ao utilizar olhais do tipo 2.

Olhal trançado manualmente (tipo 3)

Os olhais do tipo 3 têm as mesmas restrições de temperatura que os olhais do tipo 1. Isso significa que eles não podem ser utilizados em temperaturas superiores a 80 °C para cabos com alma de fibra e 100 °C para cabos com alma de aço, a fim de garantir a integridade dos materiais e a segurança durante a operação.

A principal diferença entre os olhais do tipo 3 e os olhais do tipo 1 é que, neste tipo, não existe uma presilha como acabamento na trança do laço. Essa ausência de presilha pode afetar a forma como o olhal se comporta sob carga, e sua construção deve ser cuidadosamente considerada para assegurar que mantenha a segurança e a funcionalidade esperadas. Portanto, ao utilizar olhais do tipo 3, é fundamental respeitar as mesmas restrições de temperatura e considerar a forma como o laço é confeccionado, garantindo que esteja apto para as aplicações específicas em que será utilizado.

Olhal dobrado com presilha de alumínio (tipo 4)

Todo o comprimento da presilha deve incluir a extremidade morta do cabo, e essa extremidade deve ser visível após a prensagem. É importante que a ponta do cabo apareça fora da presilha em uma medida que não exceda a metade do diâmetro do cabo. Isso assegura que a conexão esteja adequada e minimiza o risco de falhas durante a operação.

De acordo com a NBR 13541-2, além das restrições relativas ao contato com água salgada e superfícies abrasivas, os laços do tipo 4 não podem ser utilizados em cargas suspensas. Essa restrição é essencial, pois a utilização desses laços sob condições de carga suspensa pode comprometer a segurança e a eficácia da aplicação, levando a riscos de falhas estruturais. Portanto, é fundamental seguir essas diretrizes para garantir que os laços do tipo 4 sejam utilizados de forma segura e apropriada.

Critérios de descarte

A NBR 13541-2 recomenda a substituição da linga em serviço quando forem detectados, no mínimo, os seguintes critérios:

a) Seis arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 6 vezes o diâmetro nominal do cabo (6d), ou quinze arames rompidos distribuídos aleatoriamente em um comprimento de 30 vezes o diâmetro nominal do cabo (30d). Isso assegura que a integridade estrutural do cabo não esteja comprometida.

b) Três arames rompidos em uma mesma perna do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo (6d). A presença de múltiplos arames rompidos em uma única perna pode indicar uma fraqueza significativa.

c) Dois arames rompidos no interior do cabo, em qualquer comprimento de seis vezes o diâmetro do cabo (6d). Rompimentos internos são críticos, pois podem não ser visíveis e ainda assim comprometer a estrutura do cabo.

d) Três ou mais arames adjacentes rompidos. A presença de arames adjacentes quebrados sugere um dano significativo à estrutura do cabo e um risco elevado de falha.

e) A quantidade de arames rompidos na união do cabo de aço com a presilha deve ultrapassar um arame rompido se a construção do cabo for de 6×19 ou 8×19, ou dois arames rompidos se a construção for de 6×36 ou 8×36. Essa verificação é crucial para garantir que a conexão permaneça segura.

f) Corrosão severa, que pode ser interna, externa ou ambas. A corrosão reduz a resistência do cabo e pode levar a falhas prematuras.

g) Dobra, amassamento e colapso da alma do cabo, que são sinais de que o cabo não está em condições seguras para uso.

h) Evidências de sobreaquecimento, que podem incluir descoloração dos arames, perda de lubrificação ou vestígios de arco elétrico. Esses sinais indicam que o cabo pode ter sido exposto a condições prejudiciais que comprometem sua integridade.

Com relação à inspeção visual das presilhas, o cabo deve ser descartado caso haja:

1) Trincas detectáveis por inspeção visual ou por ensaios não destrutivos. Trincas podem ser um indicativo de falhas iminentes.

2) Abrasão ou amassamento severo, que pode comprometer a resistência do cabo e sua segurança.

3) Presilha ou trançado se soltando. A soltura de componentes críticos pode resultar em falhas durante a operação.

A observância desses critérios é essencial para garantir a segurança e a eficácia na utilização de lingas e cabos de aço.

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Grampos

A norma NBR ISO 11900 – Parte 4 estabelece os requisitos técnicos e diretrizes para a fabricação, inspeção e utilização de grampos leves e pesados para cabos de aço. Esses componentes são fundamentais para garantir a segurança e a eficiência em diversas aplicações industriais, onde a fixação segura dos cabos de aço é crucial.

De acordo com a norma, o olhar fixado com grampos deve ser capaz de suportar uma força equivalente a pelo menos 80% da carga de ruptura mínima do cabo. Essa exigência é vital para assegurar que a conexão permaneça segura sob condições de carga. Além disso, essa carga deve ser mantida por um período de 5 minutos, durante o qual o cabo não deve escorregar mais do que 1 mm no olhar fixado com grampos.

Essas diretrizes garantem que os grampos estejam adequadamente projetados e fabricados para suportar as tensões exigidas, contribuindo para a segurança das operações que envolvem cabos de aço. O cumprimento dessas especificações é essencial para prevenir falhas e garantir a eficácia das aplicações industriais em que esses grampos são utilizados.
A figura acima ilustra o posicionamento correto dos grampos no cabo de aço. É importante observar que o parafuso do tipo U deve ser colocado na perna morta do cabo, enquanto a base ou sede do grampo deve estar posicionada na parte viva. Esse arranjo é crucial para garantir que a força seja distribuída de maneira adequada e que o grampo mantenha uma fixação segura.

Dependendo do diâmetro do cabo de aço, é necessário instalar de dois a cinco grampos, respeitando uma distância mínima entre eles que deve ser equivalente à largura de um grampo. Essa distância é fundamental para assegurar que a fixação seja eficaz e que os grampos funcionem em conjunto sem interferência.

Após a fixação manual dos grampos, iniciando pelo mais distante do olhal, cada grampo deve ser apertado usando uma chave de torque. Essa etapa é crítica para garantir que a conexão esteja adequadamente tensionada. Após apertar o primeiro grampo, é recomendável que a extremidade do cabo seja ligeiramente carregada, se possível, antes de apertar os demais grampos. Essa técnica ajuda a garantir que a fixação permaneça estável sob carga.

A tabela apresentada mais abaixo fornece informações sobre o número de grampos necessários e os torques recomendados para a instalação adequada. O cumprimento dessas orientações é essencial para garantir a segurança e a eficácia da fixação dos cabos de aço.

Exemplos de instalação incorreta

Sob a ação das forças de tração, o diâmetro do cabo de aço pode diminuir ao longo do tempo. Essa redução é um fenômeno natural que pode ocorrer devido ao desgaste e à compressão do material. Por essa razão, é crucial verificar os torques de aperto das porcas dos colares para garantir que estejam corretos. Essa verificação não deve ser feita apenas após a primeira carga do cabo, mas também após cargas ocasionais subsequentes.

A regularidade na verificação dos torques de aperto é fundamental para manter a segurança e a eficácia do sistema. Se as medições indicarem que o torque não está dentro das especificações recomendadas, as porcas dos colares devem ser reapertadas conforme necessário. Essa prática assegura que a fixação permaneça firme e que o cabo continue a operar de maneira segura, minimizando o risco de falhas ou acidentes durante a utilização.

Instrução de montagem

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Soquete

Tipos de soquete

Pêra ou peewee

Spelter fechado

Spelter aberto

Inspeção e descarte

Como todos os materiais de içamento, os soquetes não devem apresentar deformação, corrosão severa ou perda de área metálica por abrasão que supere 10% de sua medida original. Essas condições podem comprometer a integridade estrutural e a segurança dos soquetes durante a operação.

Conforme estabelecido na NBR 11900-5, o ensaio de partículas magnéticas deve ser realizado em toda a superfície externa e interna dos soquetes. Esse ensaio é fundamental para a detecção de descontinuidades, como trincas e trincas a quente, que não podem ser aceitas. É importante destacar que as trincas devem ser inspecionadas de maneira rigorosa, pois qualquer comprometimento na estrutura pode levar a falhas catastróficas durante o uso.

Na fabricação caso sejam encontradas indicações lineares, estas podem ser esmerilhadas e suavizadas até uma profundidade máxima de 5% da espessura local do material. No entanto, é crucial que a dimensão final do soquete não fique abaixo do mínimo especificado nas normas. Essa abordagem garante que a segurança e a integridade dos soquetes sejam mantidas, permitindo que continuem a operar de forma eficaz e segura.

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