Os destorcedores devem cumprir todas as exigências da norma ASME B30.26, incluindo identificação, ductilidade, fator de desenho, carga de prova e requisitos de temperatura.
Os destorcedores, também conhecidos como swivels, são componentes cruciais em operações de içamento e movimentação de cargas. No entanto, sua segurança e eficácia podem ser comprometidas se apresentarem determinadas condições. Assim, é fundamental que esses dispositivos sejam retirados de serviço se observadas quaisquer das situações a seguir, e só poderão ser reintegrados após a avaliação e aprovação de um profissional qualificado.
Condições para Retirada de Serviço
1. Identificação Ilegível ou Ausente:
A ausência de uma identificação clara é um sinal de alerta significativo. Cada destorcedor deve ter informações visíveis que garantam sua rastreabilidade e características de carga. Sem essa identificação, torna-se difícil avaliar a segurança e a adequação do equipamento para uso.
2. Danos por Calor:
Indícios de danos causados pelo calor, como respingos de solda ou marcas de arcos elétricos, podem comprometer a integridade do material do destorcedor. O calor excessivo pode alterar as propriedades físicas do metal, tornando-o frágil ou suscetível a falhas.
3. Corrosão:
A presença de corrosão excessiva pode enfraquecer a estrutura do destorcedor, reduzindo sua capacidade de suportar cargas. A corrosão não só afeta a durabilidade do equipamento, mas também pode levar à falha catastrófica durante a operação.
4. Deformações:
Estruturas que estão dobradas, torcidas, distorcidas, esticadas ou alongadas indicam que o destorcedor pode ter sido submetido a forças além de suas especificações de carga. Além disso, componentes de suporte de carga que estejam rachados ou quebrados apresentam riscos significativos à segurança.
5. Cortes ou Entalhes:
Danos na forma de cortes ou entalhes que sejam excessivos podem comprometer a resistência do material. Esses danos podem ser resultado de atrito ou impacto, e devem ser avaliados cuidadosamente, pois podem afetar a integridade do equipamento.
6. Redução de Tamanho:
Qualquer diminuição de até 10% do tamanho original ou do tamanho especificado no catálogo é motivo para retirada de serviço. Essa redução pode comprometer a capacidade do destorcedor de suportar as cargas para as quais foi projetado.
7. Modificações Não Autorizadas:
A presença de soldagem ou alterações não autorizadas é um sinal claro de que o destorcedor pode não atender mais aos padrões de segurança. Modificações feitas sem a devida supervisão técnica podem comprometer a estrutura do equipamento.
8. Restrição de Movimento:
A incapacidade de girar livremente quando não está sob carga indica que o destorcedor pode estar danificado internamente. Esse movimento é essencial para evitar torsões e outros problemas durante a operação.
9. Fixadores:
A falta de porcas, parafusos, contrapinos, anéis de pressão ou outros dispositivos de fixação e retenção é um risco à segurança. Esses componentes são fundamentais para garantir que o destorcedor funcione corretamente e permaneça seguro durante o uso.
10. Outras Condições:
Qualquer tipo de dano visível que possa gerar dúvidas sobre a continuidade do uso do destorcedor deve ser tratado com seriedade. Essas condições podem incluir fissuras, desgaste anormal ou qualquer outra irregularidade que comprometa a operação segura do equipamento.
Em uma inspeção de rotina, os destorcedores poderão ser inspecionados por meio de partículas magnéticas ou líquidos penetrantes. Usualmente, esse ensaio é realizado nos olhais, manilhas ou ganchos do destorcedor e em sua capa, no caso de destorcedores com rolamentos, a fim de detectar trincas superficiais. Quando se faz necessária uma eventual manutenção com a desmontagem do destorcedor rolamentado, as partes internas também deverão ser inspecionadas.